quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A mentalidade do homem da "Comunidade"...

Os últimos acontecimento no Complexo do Alemão me fazem chegar a algumas conclusões que infelizmente nunca imaginei chegar, vindo a origem humilde que vim e tendo chegado até aqui justamente movido pelas minhas próprias carências: O FAVELADO INFELIZMENTE NÃO ESTÁ PREPARADO PARA VIVER NA SOCIEDADE DO ASFALTO, OU MESMO SE INTEGRAR A ELA.
Por mais preconceituosa e mesquinha que essa observação possa parecer e principalmente, por mais dura que seja essa realidade, quero elencar aqui vários fatores que podem servir de pilar para as conclusões MESMO EQUIVOCADAS, pois todos nós cometemos erros, a que cheguei:
1) Total e irrestrito desinteresse do "povo da comunidade" pela EDUCAÇÃO:
Em toda manifestação o "povo da comunidade" desce ao asfalto para protestar contra: Falta de saneamento básico, falta de asfaltamento, falta de alternativas de lazer (eu disse lazer e não cultura), de que a "autoridade policial" só sobe o morro pra "esculachar trabalhador..." e falta de creche para que a mãe possa colocar o filho e ir lugar pelo pão de cada dia, MAS E A EDUCAÇÃO, algum líder comunitário vai a rua pra DEFENDER O DIREITO DA CRIANÇA DA COMUNIDADE IR A ESCOLA ou o DIREITO DE IR E VIR do professor para lecionar naquela escola dentro da comunidade??? Algum líder comunitário abraça sua unidade escolar e apoia os eventos de integração entre pais e escola??? Eu nunca ouvi manifestações nesse sentido.
2) Total desrespeito da AUTORIDADE e das LEIS decorrente do desinteresse pela Educação:
Vamos deixar a hipocrisia de lado, pois é justamente ela que nos coloca na sinuca de bico em que estamos: EXISTE LEI DO SILÊNCIO NA FAVELA, EXISTE RESPEITO POR PARTE DO DJ, de saber que ele não pode colocar o "PROIBIDÃO" já que o som vaza pra ALEM QUADRA da "comunidade", ou mesmo o vizinho que gosta de escutar esse mesmo FUNK EXALTAÇÃO ao bandido, no último volume esquecendo-se justamente que o vizinho pode ser um evangélico ou mesmo não curtir funk, como não, todo favelado gosta de funk??? e quando a autoridade constituída para fazer fazer a Lei, não é só a lei anti drogas e anti armamento não, a Lei do Silêncio também, ele é hostilizado e peitado.
3) AUTORIDADES QUE GOSTAM DE FATURAR A PROPAGANDA FÁCIL E RÁPIDA:
Outra hipocrisia que nos derrota é achar que uma invasão, uma operação, uma apreensão por maior que seja de drogas, nos levaria a achar que uma comunidade dominada por décadas e décadas pelo MEDO e pela OPRESSÃO do DONO DO MORRO, DONO DA BOCA, estaria pacificada como tentaram nos fazer crer.
Eu poderia elencar muito mais coisas, caros amigos, mais eu gostaria de ter vocês nessa discussão, não sou o dono da verdade e nem estou propenso a ser, mas quero escutar os amigos e disso tentar configurar minha opinião.

FORTE ABRAÇO A TODOS.

3 comentários:

  1. Priscilla Sarzedas7 de setembro de 2011 18:40

    Caro amigo...
    Até concordo com os apontamentos apresentados, afinal, essa falta de interresse por asusntos mais sérios, como eduação e política, deveriam fazer parte da vida de todos, independente de sua classe social, entretanto gostaria de levantar uma questão que acho fundamental para explicar (mas não justificar) essa falta de participação.
    Falo de criação, de valores... Hj vejo sertos valores que eram importantes para os meus avós, serem encarados como "coisas de velho". Pedir bença, ir a igreja, esse tipo de coisa hj estão em desuso e esse fato acaba criando uma geração alienada que busca sensações imediatas, o agora, e ate mesmo o pensamento de que se todo mundo faz, qual o problemade tbm levar vantagem!!!!
    A EDUCAÇÃO familiar ficou de lado e com ela a desvalorização da educação academica. E com a carência dessa educação academica, mais e mais pessoas vão se refugiar nas favelas.
    VALORES, acho q essa é a palavra para ser exercitada.

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  2. Favelado não tem acesso direito ao básico para SOBREviver, educação é "item de luxo" ainda. Educação dá resultado a longo prazo, na hora o que dá resultado é trabalho, por isso vão se importar mais com creches para deixar os filhos do que com escola. O agora chama mais do que um futuro que é incerto.
    A sociedade não dá o devido valor ao estudo, temos que reensinar a educação, tanto acadêmica quanto familiar, para mudarmos algo no futuro, quem dirá quem mora em favela no RJ.

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