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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Chroma key sai mais barato, inclusive para o eleitor.


A qualidade do atual parlamento que reduz o congresso nacional
 a um mero cenário nos coloca numa cilada.


    Meus amigos e minhas amigas, confesso que a última discussão dentro do congresso nacional, mas especificamente na Câmara dos Deputados é estarrecedora e o pior, não vai ganhar a importância que deve.
    A discussão entre a deputada Coronel Fernanda do PL de Mato Grosso e Samia Bonfim do PSOL de São Paulo, me impactou de forma muito peculiar e me saltou aos olhos algo que evidentemente parece usual no nosso parlamento atualmente: NÃO SE LEGISLA, USA-SE O CONGRESSO COM UM MERO CENÁRIO PARA LACRAÇÃO, e eu estou dizendo isso de parte a parte, a esquerda e a direita tem culpa nisso.
  Na discussão https://www.youtube.com/watch?v=wCfbJAp1_rQ&t=1s (cuja integra está no youtube) a deputada Coronel Fernanda (cujo coronel eu vou suprimir pelo resto do texto, pois ela é coronel na corporação dela, no congresso nacional ela é uma deputada como outra qualquer), ao tentar corrigir a fala da Deputada Samia que deve (e eu não vi, vou procurar isso) ter feito acusações sobre o real motivo da não descriminalização das drogas (objeto da discussão), usou o caso do irmão da deputada, morto numa ação das milícias do Rio de Janeiro, que vitimou outros 3 médicos (todos conhecem essa história, se não conhece dê um google "morre irmão deputada Samia") o que por si só já poderia render uma reclamação na comissão de ética da câmara dos deputadas, porém a deputada, ao abrir seu direito de resposta disse que a pessoa (e ela se referia exatamente a deputada) tem de ter uma moral de esgoto para usar o caso do irmão na discussão.
    Deputada Samia deveria saber, que o congresso nacional a MUITO, MUITO TEMPO, se tornou um mero cenário para que os "políticos influencers" tomassem conta e ao invés de discutir os rumos de nossa nação, se preocupassem apenas a tão somente com a lacração a que são acostumados.
    Pra quem não sabe, existem recursos tecnológicos como o Chroma Key (fundo verde que pode hospedar eletronicamente um cenário qualque) que pode perfeitamente remeter esses lacradores ao Congresso Nacional cuja frente é imponente e principalmente instagramável.
    Mas num congresso quem tem: ABILIO BRUNINI, KIM KATAGUIRI, ROMARIO, O SWAT... não dá pra esperar menos que isso, o EMPOBRECIMENTO DA DISCUSSÃO LEGISLATIVA.
    

 

quarta-feira, 8 de maio de 2024

A guerra dentro da guerra...

Não bastasse, ter de lidar com as dores físicas e psicológicas de uma tragédia, Riograndenses e o Brasil agora tem de se preocupar com que tipo de informação estão consumindo e de que forma são manipuladas.

    Numa tragédia como a que está ocorrendo no Rio Grande do Sul, a circulação de informações é extremamente importante, não apenas para se ter noção do sofrimento dos nossos irmão riograndenses, mas também para planejar ações de apoio e recolher doações para tentar amenizar o sofrimento.
    A questão é: a guerra de informações entre os veículos convencionais e os criadores de conteúdo/influencers, está provocando desinformações e principalmente medo nos que querem cooperar, pois estamos vendo tanta sabotagem no processo de socorro, de parte a parte que nos deixa bastante preocupados, senão vejamos:

FAKE NEWS - Durante todo o evento, verifico que muita desinformação está sendo veiculada ou mesmo informações mentirosas, informação como bloqueios realizados pelo poder público, sobre vaquinhas realizadas por espertalhões que querem ganhar dinheiro com a tragédia.

TURISMO DE TRAGÉDIA - Você percebe que algumas pessoas estão se dirigindo par ao Rio Grande do Sul com objetivo de fotografar e filmar a tragédia para ganhar com a divulgação das imagens ou simplesmente fazer um tour de tragédia, algo macabro, porém comum nos dias atuais.

CAÇA LIKE E CONTEUDISMO DE TRAGÉDIA - É basicamente igual ao turismo de tragédia, mas, usando a desculpa da "ajuda humanitária" aproveitam a entrega dos donativos pra fazer discursos políticos e/ou religiosos em cima da caridade.

Fora a briga entre as próprias emissoras de rádio e tv para ser os "exclusivos" em trazer determinadas informações e acabam queimando a largada, sem analisar ou apurar o conteúdo ou mesmo "chupando" conteúdo dos influenciadores e das redes sociais.

Vamos ter calma e tentar filtrar a informação antes mesmo de veicular (aí não importa se mídia convencional ou a "nova mídia"), num momento como esse a responsabilidade na geração de conteúdo tem de ser redobrada afim de não atrapalhar o trabalho de quem está executando ajuda humanitária ou mesmo de quem está angariando fundos e doações para tentar dar alento ao povo do Rio Grande do Sul.