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sexta-feira, 7 de junho de 2024

Gaiola de Ouro

A Câmara Municipal do Rio de Janeiro, tem sua gloriosa história jogada na lama
ao não revogar as horarias outorgadas aos irmãos Brazão.



    A gaiola de ouro, como é conhecido o Palácio Pedro Ernesto, sede do Plenário e da Presidência da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, instalado no que já foi conhecido como quadrilátero Bella Epóque (pois além dele tinhamos de um lado, o Teatro Municipal, A imponente Biblioteca Nacional e o antigo e demolido Palácio Monroe - sede do Senado da República), viveu anos de glória, com Olavo Bilac presidindo a casa e cujas palavras foram eternizadas em cada sessão "Rogando a Deus pela grandeza da pátria e a paz entre os homens, dou por aberta a sessão" e hoje tem seu nome enxovalhada e jogado na vala comum por seus ocupantes atuais num ato que por mais simples que seja diz muito sobre sua atual constituição.
    Ao não cassar as horarias recebidas por Domingos e Chiquinho Brazão (medalhas Pedro Ernesto) e não dar transparência ao processo, que foi protelado por 7 (sete) vezes demonstra que o Rio de Janeiro já está corroído e carcomido pelo crime organizado em suas mais diversas modalidades.
    No caso dos irmãos Brazão, que até os vitrais do palácio e os estofados da Sala Inglesa sabiam de suas atividades voltadas para grilagem e especulação imobiliária, além de outros no campo da sonegação de impostos e adulteração de combustíveis, não cassar as medalhas recebidas não chega ser uma imoralidade, afinal, quem lhes outorgou enxergou neles espírito público, porém a não transparência sobre o processo de cassação da honraria mostra EXATAMENTE como está constituída a casa de lei: QUEM NÃO É MILICIANO, OU TEM RABO PRESO OU TEM MEDO DELES.
    Se eles que estão igualados na espera do poder tem medo de afrontar os "donos de jacarepaguá" quem dirá os cidadãos comuns?