PÓS PANDEMIA (ou quase pós)
Assim, essa análise no fundo, bem no fundinho é a expectativa de melhora nas relações interpessoais e com nossos governos, senão, olharemos de olhos arregalados para o abismo.
Uma pessoa realmente apaixonada por política, escrevendo sobre sua paixão...
PÓS PANDEMIA (ou quase pós)
Esse parâmetro de avaliar se alguém merece a morte ou não, está ligado exclusivamente a condição social de uma pessoa, isto é, se está está a margem da sociedade, compadece se menos ou mais se este é bandido ou não, isso quando não se parte da premissa de que a pessoa que morreu tem ou não antecedentes criminais, ou mora ou não em uma comunidade conflagrada.
Acontece que não é de hoje que a morte oriunda de ato relacionada a segurança pública, DÁ VOTO, e quem caça fotos pouco se importa se um grupo em específico está morrendo, VOTO É VOTO.
Mas será que a gente esquece de terminadas premissas antes de analisar a validade ou não de uma morte por conta de eventos de segurança pública? Furto me (sem trocadinho algum) ao direito de não estabelecer juízo de valor sobre as pessoas, mas olhar as situações com absoluta isenção e calcado na constituição e nas leis vigentes.
A Constituição Federal, no seu artigo 144, apresenta diversos órgãos que compõe a segurança pública em todo território nacional. Estes órgãos são compostos de atribuições distintas a fim de formar um sistema de segurança distribuídas em diversas competências.
Eu desafio qualquer um a me mostrar, seja na Constituição ou nas leis Estaduais onde está escrito que POLÍCIA (independente se civil e militar) tem entre suas atribuições MATAR CIDADÃOS independente da licitude ou do crime que os mesmos estiverem ou estejam cometendo.
Alguém com certeza enojado do que estou dizendo vai usar aquelas frases de efeito que estamos acostumado a ver: "Direitos Humanos é pra humanos direitos", "bandido bom é bandido morto", "Matar policial pode né..." e outras que denotam que a pessoa que está proferindo uma opinião (e no caso sou eu) compactuo com o "mau feito".
A Questão é como sempre MUITO MAIS COMPLEXA QUE ISSO, e está calcada na capacidade da nossa polícia e dos outros órgãos de segurança pública em INVESTIGAR, OFERECER UMA DENUNCIA PAUPÁVEL E CLARO DEFENDER-SE DE INJUSTA AGRESSÃO (não pelo revide covarde, mas com técnicas capazes de imobilizar os suspeitos possibilitando assim que este possa servir como peça de uma investigação criminal).
Quando a Polícia Civil (no caso do Jacarezinho) e a Polícia Militar (no caso do Salgueiro de São Gonçalo) entram barbarizando e mostrando todo poder bélico do estado, enchendo a comunidade de bala, mata, até involuntariamente, porém, com um suspeito (mesmo sem antecedentes criminais) morre a possibilidade de uma investigação policial, que poderia quem sabe desbaratar esquemas e quadrilhas. Mas não, a política é SENTA O DEDO e se for bandido vamos comemorar MAIS UM CPF CANCELADO.
Não estou de forma alguma, dizendo que policial não deve se defender dos tiros que lhe são desferidos pelos marginais, porém todas expertise, todo treinamento, toda capacidade de nossos agentes de segurança é colocada em check quando verificamos que este comportam-se como meros justiceiros, em detrimento do devido processo legal, das devidas investigações e principalmente AO COMPLETO ARREPIO DA LEI, onde o policial se perfaz de POLÍCIA, JULGADOR E EXECUTOR DA SENTENÇA que por muito tempo perpetua que o triplo "P" (preto, pobre e proletário) é apenas um dado nessa equação sinistra.
E a gente vai se perguntando, SERÁ QUE O PM MACHÃO QUE ENTRA EM GRUPO SENTANDO O DEDO NA FAVELA, TEM A MESMA CORAGEM DE SENTAR O DEDO PRA COIBIR AS DROGAS NOS CONDOMÍNIOS DA ZONA SUL, SERÁ QUE O POLÍCIAL CIVIL QUE ESCRACHA UMA INVESTIGAÇÃO CONTA OS MAIS POBRES, MAS EVOCA SEGREDO NAS INVESTIGAÇÕES CONTRA OS MAIS RICOS.
O excelente cartunista, não tem forma mais clássica de representar o CENTRÃO, mas o que é essa famigerada entidade?
O MBL ESTEVE SIM ao lado de Bolsonaro durante sua eleição, e se confessa um movimento "popular" de DIREITA, o que nos faz pensar no DIREITO AO ARREPENDIMENTO, que é lícito e cristão, final, o próprio Cristo a Maria Madalena, uma messalina conhecida na região da Judéia, disse "Vá e não continue pecando", assim mesmo que o MBL tenha se arrependido de apoiar Bolsonaro, ainda sim, fica os estigma de suas digitais nessa eleição, o que lhe confere a alcunha de EX BOLSONARISTAS.
A miscelânea contida nos palanques do MBL, uma mistura de tudo que é "em cima do muro" teve de tudo, esquerda, centro esquerda, direita, centro direita, centro confessional (tipo partido novo), "nova política", "velha política", futura política e por aí vai, isso causa desconfiança nas pessoas, podem acabar suscitando aquela dúvida atroz "se tá todo mundo contra o homem, é sinal que o homem é forte?" quando efetivamente não é.
Os resultados colhidos nessas manifestações dão uma virtual impressão de que o presidente da república está fortalecido, porém o resultado pífio dela se traduz na seguinte equação: Desconfiança da população + medo do vírus (que ainda tá por aí) X falta de informação / pelos movimento políticos que querem puxar pra si.
Não estou aqui apontando "dedo na cara" de ninguém, estou apresentando fatos, fatos esses que precisam ser reavaliados e revistos, afinal, nem no 07, muito menos no 14/09 representam os anseios do povo brasileiro, que tem fome, que sofre com os aumentos e principalmente com a retirada dos seus direitos.
Agora vamos esperar O FIM DA PANDEMIA, para quem sabe vermos de forma REAL as pessoas se manifestando.
Sabe quando você tenta NÃO CRER numa realidade paralela e cujos personagens parecem ter saído dos Show de Horrores muito comuns no pós 2ª Guerra Mundial, pois bem é esse clima de FREAK SHOW que estamos vivendo... Não notou a semelhança? Deixa esse humilde professor de história, com paixão aflorada pelas nuances da política te explicar todo esse embrolio.
Os 7 de setembro no Brasil sempre foram uma data para lembrar das nossas liberdades e direitos, liberdades e direitos esses conquistados através de reformas constitucionais, possíveis após rupturas institucionais, como golpes civis (como o de Vargas) e Militares (nos anos de chumbo), apesar do conceito de liberdade ser amplo e abrangente, é notório que ele se restringe apenas as NOSSAS GARANTIAS INDIVIDUAIS (conforme contido na carta magna).
Acontece que, sob o pretexto do exercício da liberdade de expressão, várias figuras, algumas folclóricas (tipo Bob Jefferson), abjetas (como dos Deputados Otoni de Paula e Daniel Silveira) e ainda as oportunistas (como Silas Malafaia), passaram a fazer ataques orquestrados, articulados e principalmente bem circenses contra o Poder Judiciária, principalmente sobre sua principal e mais importante figura, o STF.
A liberdade de expressão não nos restringe de emitir opiniões, desde que essas não sugiram qualquer crime que seja tipificado no código penal, é sistematicamente isso vem acontecendo, afinal não creio que seja admissível alguém dizer que "Tiraria um ministro do supremo a cascudos", ou "que sua hora iria chegar" (exibindo armamento) ou ainda "Evocando DEUS e seus fieis para destituir um determinado ministro" até por quê acho que Deus tem muito mais com que se preocupar do que com duas dúzias de delinquentes e puxa sacos que se alimentam da criação de fatos mentirosos ou de dinheiro público, quando não dos dois.
É óbvio que não se deve deixar de ler as entrelinhas da mensagens que esse grupo que foi para rua desejava exprimir: A necessidade urgente de MUDANÇAS INSTITUCIONAIS, porém o maior líder dessas pseudo mudanças parece no fundo, querer a instituição de um Califado, onde ele deixaria de ser o presidente para ser o Grão Vizir e seus filhos seus virtuais sucessores, já que todos indiscriminadamente agem como se leis fosse para os outros e não para eles.
Somada a polarização da discussão política, ao reparo de algumas distorções cometidas contra o ex presidente Lula (que tá longe de ser santo também, mas que foi vítima da perseguição de um juiz megalomaníaco e que não sabe nem pronunciar o nome de um ícone da canção francesa.
Diante desse dantesco circo de horrores, assistimos a tudo, como diria o republicano Aristides Lobo "bestializados", afinal, o Palhaço faz a festa e quem paga a conta como sempre somos nós.
Como não podia deixar de ser, este blogueiro resolveu se debruçar na figura emblemática e totalmente escalafobética de Roberto Jefferson (ou Bob Jefferson como gosta de ser chamado entre seus mais íntimos amigos).
Roberto começou sua carreira como Advogado e tornou-se conhecido em suas participações no programa O POVO NA TV da extinta TVS do Rio de Janeiro, ao lado e Wilton Franco, Wagner Montes, Cristina Rocha e pasmem senhores Sergio Malandro (hye, hye, glu glu, salsi fufu...), no programa, ele atuava justamente como atuava hoje algumas figuras muito conhecidas por nós, como Celso Russomano e Ben Silva, fazendo o quadro de defesa do consumidor.
Isso lhe deu extrema visibilidade e ele angariou seu primeiro mandato de deputado federal em 1987, justamente após a ditadura militar.
Até hoje credita-se a ele a frase "Você não gosta de política, tudo bem, eu gosto por nós dois..." frase que conota seu apetite por poder.
Jefferson foi implicado no Escândalo do Mensalão, do qual saiu como delator, apesar de ter perdido o mandato e permanecido preso até o ano de 2016, quando saiu da cadeia por induto presidencial, quando deixou a cadeia e começou novamente a fazer política.
O Presidente de honra do PTB (partido que já teve Getúlio Vargas e Leonel Brizola em seus quadros), vinha se dedicando a atacar instituições e principalmente pregar o armamento da população, afinal andou sendo visto diversas vezes portando armas de fogo.
A decisão de Alexandre de Moraes, ministro do STF de prender preventivamente Jefferson, se pauta no fato dele, Jefferson, supostamente atuar em milícias digitais, afrontando esses poderes e pregando a destituição dos ministros do STF.
O recado parece claro: Já está absolutamente na hora de pararmos de dar crédito a falácias e combater a corrupção de fato, renovando as instituições políticas e seguindo no caminho constitucional.
Esta aí da foto é um cão da raça PINCHER: raiva de rottweiler, porte de Doberman, tudo isso num corpinho de Maltês, o típico cachorro de estante, porém raivoso como ele só, confesso que tenho um meio "asco" dele, afinal é o típico "baixinho folgado", eu mesmo já tomei algumas mordidas, extremamente inofensivas no calcanhar, além disso seu latido é fino e insuportável.
Depois da última "demonstração de força" do presidente Jair Bolsonaro, decidi adjetiva-lo com o apelido desse "pouco simpático" cachorrinho, que parece não ter medo de nada, nem do ridículo...
Meia dúzia de tanques fumando mais que a minha avó debruçada a sua velha máquina de costurar, num exercício militar mais manjado que aquela olhada lateral nos mictórios, fizeram o presidente acreditar que isso conteria os ímpetos do congresso nacional em enterrar de uma vez o voto impresso, mais uma jabuticaba brasileira que nosso pincher presidencial queria implementar.
Pois é, não deu certo, aliás o momento nos faz refletir os dois ângulos do problema: 1 - Bolsonaro NÃO TEM ESSA FORÇA que acham que ele tem. 2 - A própria oposição parece não ter a força que precisa pra tirar ele de lá.
E assim nosso PINCHER VAI, deitado confortavelmente em sua almofada, mordendo os calcanhares dos que ele não gosta, porém a sua mordida é tão inofensiva quanto seu latido.