quinta-feira, 10 de março de 2022

PÓS PANDEMIA (ou quase pós)



    Eu fiquei um bom tempo sem escrever sobre nosso contexto político, até por quê muito coisa mudou, estou esperando meu 2º filho (primeiro da minha esposa) e passei bons pedações como todo brasileiro, mas sou brasileiro e professor (então não desisto nunca), e com esse limão vamos fazer uma limonada (ou uma caipirinha, vai depender do gosto do freguês), acho que é o momento de já falar de PÓS pandemia (eu coloquei o PÓS em letras maiúsculas pra chamar a atenção mesmo, NÃO ESTAMOS NO PÓS ESTAMOS DENTRO DELA, mas parece, que caminhamos para o estágio endêmico, assim abordaremos aquelas questões que eu gosto dentro de um mesmo tema: Político, Social, Econômico e como não existem implicações religiosas, eu vou falar de implicações de saúde pública.

IMPLICAÇÕES POLÍTICAS:
    No Brasil, como no mundo, a máxima "sairemos da pandemia melhores" não se aplicou ao espectro, basta uma olhada rápida para os noticiários: Endurecimento das questões diplomáticas, surgimento de preceitos ditatoriais e ações totalitárias, aumento significativo da corrupção e da falta de controle dos organismos públicos, empobrecimento das relações interpessoais agravando a individualidade das pessoas e claro explosão da violência, como fator político.
    Então, nossos políticos tem aproveitado que a imprensa cobriu de forma ostensiva a questão pandêmica e como diria o ex ministro de meio ambiente, passou a boiada em medidas impopulares, no Brasil principalmente.
    Aqui em nosso país, temos, uma peculiaridade é justamente a de que as maldades acontecem ATÉ A ELEIÇÃO, pois no período pré eleitoral, nosso leões virão afáveis gatinhos.

IMPLICAÇÕES SOCIAIS:
    O avanço da pandemia e principalmente, as medidas de distanciamento social, refletiram no acirramento da individualidade dos seres humanos, isso é, se já tínhamos a tendência de olhar para o nosso próprio umbigo, essa tendência se agravou e em alguns casos gerou conflitos sociais bastante significativos, principalmente considerando, que essa distancia que nos foi imposta, nos agravou em alguns casos preconceitos que já combatíamos.

IMPLICAÇÕES ECONÔMICAS:
       As implicações política e sociais sozinhas criam crises fenomenais, agora pensa, na casa que não tem pão, aquela que todos gritam e ninguém tem razão, muita gente perdeu com o distanciamento social, a possibilidade de renda ou pior perderam a própria geração dessa renda, agravando assim o quadro nefasto que nos jogou na encruzilhada em que estamos hoje.

IMPLICAÇÕES DE SAÚDE PÚBLICA:
    Mesmo com o caminhar da pandemia para uma condição endêmica, ainda sim, se aponta com facilidade, as implicações positivas e negativas das questões de saúde pública, nos aspectos positivos, o reforço as normas de higiene pessoal e de prevenção de doenças (máscaras e distanciamento) ajudaram a atravessar essa fase ruim.
    Já os aspectos negativos dessas implicações são: O questionamento a rapidez com que a medicina avançou, a desconfiança de setores menos esclarecidos da sociedade quanto a eficácia de tratamento, a ineficácia de outros e principalmente da efetividade das vacinas e principalmente, a tentativa de criminalizar ações sanitárias, além é claro da exposição do colapso dos órgãos de saúde pelo mundo.

    Dito isso tudo a melhor das análise ou das tentativas de previsões é "Se não saímos melhoras da pandemia, em face do distanciamento, que o calor humano da volta, nos faça evoluir", mas nessa premissa, temos uma antítese incutida: as novas relações de trabalho sejam em sua questão jurídica, como nos próprios costumes (a adoção do trabalho híbrido e do home office por exemplo).

    Assim, essa análise no fundo, bem no fundinho é a expectativa de melhora nas relações interpessoais e com nossos governos, senão, olharemos de olhos arregalados para o abismo.



terça-feira, 23 de novembro de 2021

A morte como cabo eleitoral.


    Sinceramente eu não compreendo uma sociedade que se alegra com a morte, independente de esta ser uma morte "merecida" ou não.

    Esse parâmetro de avaliar se alguém merece a morte ou não, está ligado exclusivamente a condição social de uma pessoa, isto é, se está está a margem da sociedade, compadece se menos ou mais se este é bandido ou não, isso quando não se parte da premissa de que a pessoa que morreu tem ou não antecedentes criminais, ou mora ou não em uma comunidade conflagrada.

    Acontece que não é de hoje que a morte oriunda de ato relacionada a segurança pública, DÁ VOTO, e quem caça fotos pouco se importa se um grupo em específico está morrendo, VOTO É VOTO.

    Mas será que a gente esquece de terminadas premissas antes de analisar a validade ou não de uma morte por conta de eventos de segurança pública? Furto me (sem trocadinho algum) ao direito de não estabelecer juízo de valor sobre as pessoas, mas olhar as situações com absoluta isenção e calcado na constituição e nas leis vigentes.

    A Constituição Federal, no seu artigo 144, apresenta diversos órgãos que compõe a segurança pública em todo território nacional. Estes órgãos são compostos de atribuições distintas a fim de formar um sistema de segurança distribuídas em diversas competências.

    Eu desafio qualquer um a me mostrar, seja na Constituição ou nas leis Estaduais onde está escrito que POLÍCIA (independente se civil e militar) tem entre suas atribuições MATAR CIDADÃOS independente da licitude ou do crime que os mesmos estiverem ou estejam cometendo.

    Alguém com certeza enojado do que estou dizendo vai usar aquelas frases de efeito que estamos acostumado a ver: "Direitos Humanos é pra humanos direitos", "bandido bom é bandido morto", "Matar policial pode né..." e outras que denotam que a pessoa que está proferindo uma opinião (e no caso sou eu) compactuo com o "mau feito".

    A Questão é como sempre MUITO MAIS COMPLEXA QUE ISSO, e está calcada na capacidade da nossa polícia e dos outros órgãos de segurança pública em INVESTIGAR, OFERECER UMA DENUNCIA PAUPÁVEL E CLARO DEFENDER-SE DE INJUSTA AGRESSÃO (não pelo revide covarde, mas com técnicas capazes de imobilizar os suspeitos possibilitando assim que este possa servir como peça de uma investigação criminal).

    Quando a Polícia Civil (no caso do Jacarezinho) e a Polícia Militar (no caso do Salgueiro de São Gonçalo) entram barbarizando e mostrando todo poder bélico do estado, enchendo a comunidade de bala, mata, até involuntariamente, porém, com um suspeito (mesmo sem antecedentes criminais) morre a possibilidade de uma investigação policial, que poderia quem sabe desbaratar esquemas e quadrilhas. Mas não, a política é SENTA O DEDO e se for bandido vamos comemorar MAIS UM CPF CANCELADO.

    Não estou de forma alguma, dizendo que policial não deve se defender dos tiros que lhe são desferidos pelos marginais, porém todas expertise, todo treinamento, toda capacidade de nossos agentes de segurança é colocada em check quando verificamos que este comportam-se como meros justiceiros, em detrimento do devido processo legal, das devidas investigações e principalmente AO COMPLETO ARREPIO DA LEI, onde o policial se perfaz de POLÍCIA, JULGADOR E EXECUTOR DA SENTENÇA que por muito tempo perpetua que o triplo "P" (preto, pobre e proletário) é apenas um dado nessa equação sinistra.

    E a gente vai se perguntando, SERÁ QUE O PM MACHÃO QUE ENTRA EM GRUPO SENTANDO O DEDO NA FAVELA, TEM A MESMA CORAGEM DE SENTAR O DEDO PRA COIBIR AS DROGAS NOS CONDOMÍNIOS DA ZONA SUL, SERÁ QUE O POLÍCIAL CIVIL QUE ESCRACHA UMA INVESTIGAÇÃO CONTA OS MAIS POBRES, MAS EVOCA SEGREDO NAS INVESTIGAÇÕES CONTRA OS MAIS RICOS.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

CENTRÃO - A ENTIDADE...

 

O excelente cartunista, não tem forma mais clássica de representar o CENTRÃO, mas o que é essa famigerada entidade? 
Vem comigo que eu te explico:  
  
        Para começar, o centrão não é uma entidade constituída, quer dizer, não existe um bloco chamado CENTRÃO, com um líder efetivo, uma cabeça pensante ou um comandante supremo.
        Ele nasceu na assembleia nacional constituinte de 1987, onde um grupo de deputados de perfil fisiologista, alinhavam-se em busca de ganhar cargos e benesses em troca do voto para algo que poderia ser polêmico e requeresse atenção do governo.
    Só que essas necessidades do grupo nunca pararam com a promulgação da carta magna, ao contrário, a boquinha do centrão SEMPRE PARECEU ABERTA, partidos como PFL, PL, PDS, PDC E PTB capitaneados pela ala mais fisiologista do PMDB continuaram a extorquir governos, já que entenderam que a tática de obstruir votações com sua presença (ou não) dava certo.
        Não dá pra explicar a "entidade" Centrão, sem entender um tipo de parlamentar muito comum os que compõe o "baixo clero"
     Para quem não sabe, o Baixo Clero é composto por parlamentares com pouca expressão na Câmara de Deputados, movidos principalmente por interesses provincianos ou pessoais.
        Portanto, não existiria o Centrão, sem seus componentes mais fervorosos, o baixo clero.
        Então de posse dessas informações você consegue entender o que, quem e por quê o Centrão existe.
        Aí cabe a pergunta: Quem se digna a governar com o centrão, deve estar preparado para esse jogo fisiologista, é bom entender por quê o candidato Sergio Moro, já começa a tentar compor com esse bloco (como ilustrado nessa reportagem - https://oglobo.globo.com/politica/existem-pessoas-boas-no-centrao-diz-moro-sobre-cogitar-alianca-com-qualquer-partido-25282053 ) 
        Logo Moro que é, ou era, o bastião da honestidade...





segunda-feira, 13 de setembro de 2021

O direito ao arrependimento

 


Depois dos atos de 12/09 convocados pelo MBL e o constatação do naufrágio do movimento "supra partidário" algumas reflexões precisam ser feitas, afinal, não é de hoje que a rua virou parâmetro para ilustrar apoio popular, quando nos dias atuais isso não se reflete em realidade, mas vamos a diante.

O MBL ESTEVE SIM ao lado de Bolsonaro durante sua eleição, e se confessa um movimento "popular" de DIREITA, o que nos faz pensar no DIREITO AO ARREPENDIMENTO, que é lícito e cristão, final, o próprio Cristo a Maria Madalena, uma messalina conhecida na região da Judéia, disse "Vá e não continue pecando", assim mesmo que o MBL tenha se arrependido de apoiar Bolsonaro, ainda sim, fica os estigma de suas digitais nessa eleição, o que lhe confere a alcunha de EX BOLSONARISTAS.

A miscelânea contida nos palanques do MBL, uma mistura de tudo que é "em cima do muro" teve de tudo, esquerda, centro esquerda, direita, centro direita, centro confessional (tipo partido novo), "nova política", "velha política", futura política e por aí vai, isso causa desconfiança nas pessoas, podem acabar suscitando aquela dúvida atroz "se tá todo mundo contra o homem, é sinal que o homem é forte?" quando efetivamente não é.

Os resultados colhidos nessas manifestações dão uma virtual impressão de que o presidente da república está fortalecido, porém o resultado pífio dela se traduz na seguinte equação: Desconfiança da população + medo do vírus (que ainda tá por aí) X falta de informação / pelos movimento políticos que querem puxar pra si

Não estou aqui apontando "dedo na cara" de ninguém, estou apresentando fatos, fatos esses que precisam ser reavaliados e revistos, afinal, nem no 07, muito menos no 14/09 representam os anseios do povo brasileiro, que tem fome, que sofre com os aumentos e principalmente com a retirada dos seus direitos.

Agora vamos esperar O FIM DA PANDEMIA, para quem sabe vermos de forma REAL as pessoas se manifestando.



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Brazilian Horror Story - FREAK SHOW.

 


Sabe quando você tenta NÃO CRER numa realidade paralela e cujos personagens parecem ter saído dos Show de Horrores muito comuns no pós 2ª Guerra Mundial, pois bem é esse clima de FREAK SHOW que estamos vivendo... Não notou a semelhança? Deixa esse humilde professor de história, com paixão aflorada pelas nuances da política te explicar todo esse embrolio.

Os 7 de setembro no Brasil sempre foram uma data para lembrar das nossas liberdades e direitos, liberdades e direitos esses conquistados através de reformas constitucionais, possíveis após rupturas institucionais, como golpes civis (como o de Vargas) e Militares (nos anos de chumbo), apesar do conceito de liberdade ser amplo e abrangente, é notório que ele se restringe apenas as NOSSAS GARANTIAS INDIVIDUAIS (conforme contido na carta magna).

Acontece que, sob o pretexto do exercício da liberdade de expressão, várias figuras, algumas folclóricas (tipo Bob Jefferson), abjetas (como dos Deputados Otoni de Paula e Daniel Silveira) e ainda as oportunistas (como Silas Malafaia), passaram a fazer ataques orquestrados, articulados e principalmente bem circenses contra o Poder Judiciária, principalmente sobre sua principal e mais importante figura, o STF.

A liberdade de expressão não nos restringe de emitir opiniões, desde que essas não sugiram qualquer crime que seja tipificado no código penal, é sistematicamente isso vem acontecendo, afinal não creio que seja admissível alguém dizer que "Tiraria um ministro do supremo a cascudos", ou "que sua hora iria chegar" (exibindo armamento) ou ainda "Evocando DEUS e seus fieis para destituir um determinado ministro" até por quê acho que Deus tem muito mais com que se preocupar do que com duas dúzias de delinquentes e puxa sacos que se alimentam da criação de fatos mentirosos ou de dinheiro público, quando não dos dois.

É óbvio que não se deve deixar de ler as entrelinhas da mensagens que esse grupo que foi para rua desejava exprimir: A necessidade urgente de MUDANÇAS INSTITUCIONAIS, porém o maior líder dessas pseudo mudanças parece no fundo, querer a instituição de um Califado, onde ele deixaria de ser o presidente para ser o Grão Vizir e seus filhos seus virtuais sucessores, já que todos indiscriminadamente agem como se leis fosse para os outros e não para eles.

Somada a polarização da discussão política, ao reparo de algumas distorções cometidas contra o ex presidente Lula (que tá longe de ser santo também, mas que foi vítima da perseguição de um juiz megalomaníaco e que não sabe nem pronunciar o nome de um ícone da canção francesa.

Diante desse dantesco circo de horrores, assistimos a tudo, como diria o republicano Aristides Lobo "bestializados", afinal, o Palhaço faz a festa e quem paga a conta como sempre somos nós.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Cai novamente Roberto Jefferson

 


    Como não podia deixar de ser, este blogueiro resolveu se debruçar na figura emblemática e totalmente escalafobética de Roberto Jefferson (ou Bob Jefferson como gosta de ser chamado entre seus mais íntimos amigos).

  Roberto começou sua carreira como Advogado e tornou-se conhecido em suas participações no programa O POVO NA TV da extinta TVS do Rio de Janeiro, ao lado e Wilton Franco, Wagner Montes, Cristina Rocha e pasmem senhores Sergio Malandro (hye, hye, glu glu, salsi fufu...), no programa, ele atuava justamente como atuava hoje algumas figuras muito conhecidas por nós, como Celso Russomano e Ben Silva, fazendo o quadro de defesa do consumidor.

    Isso lhe deu extrema visibilidade e ele angariou seu primeiro mandato de deputado federal em 1987, justamente após a ditadura militar.

        Até hoje credita-se a ele a frase "Você não gosta de política, tudo bem, eu gosto por nós dois..." frase que conota seu apetite por poder.

        Jefferson foi implicado no Escândalo do Mensalão, do qual saiu como delator, apesar de ter perdido o mandato e permanecido preso até o ano de 2016, quando saiu da cadeia por induto presidencial, quando deixou a cadeia e começou novamente a fazer política.

     O Presidente de honra do PTB (partido que já teve Getúlio Vargas e Leonel Brizola em seus quadros), vinha se dedicando a atacar instituições e principalmente pregar o armamento da população, afinal andou sendo visto diversas vezes portando armas de fogo.

        A decisão de Alexandre de Moraes, ministro do STF de prender preventivamente Jefferson, se pauta no fato dele, Jefferson, supostamente atuar em milícias digitais, afrontando esses poderes e pregando a destituição dos ministros do STF.

        O recado parece claro: Já está absolutamente na hora de pararmos de dar crédito a falácias e combater a corrupção de fato, renovando as instituições políticas e seguindo no caminho constitucional.

    

    


quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Pincher

 


    Esta aí da foto é um cão da raça PINCHER: raiva de rottweiler, porte de Doberman, tudo isso num corpinho de Maltês, o típico cachorro de estante, porém raivoso como ele só, confesso que tenho um meio "asco" dele, afinal é o típico "baixinho folgado", eu mesmo já tomei algumas mordidas, extremamente inofensivas no calcanhar, além disso seu latido é fino e insuportável.

    Depois da última "demonstração de força" do presidente Jair Bolsonaro, decidi adjetiva-lo com o apelido desse "pouco simpático" cachorrinho, que parece não ter medo de nada, nem do ridículo...

     Meia dúzia de tanques fumando mais que a minha avó debruçada a sua velha máquina de costurar, num exercício militar mais manjado que aquela olhada lateral nos mictórios, fizeram o presidente acreditar que isso conteria os ímpetos do congresso nacional em enterrar de uma vez o voto impresso, mais uma jabuticaba brasileira que nosso pincher presidencial queria implementar.

    Pois é, não deu certo, aliás o momento nos faz refletir os dois ângulos do problema: 1 - Bolsonaro NÃO TEM ESSA FORÇA que acham que ele tem. 2 - A própria oposição parece não ter a força que precisa pra tirar ele de lá.

    E assim nosso PINCHER VAI, deitado confortavelmente em sua almofada, mordendo os calcanhares dos que ele não gosta, porém a sua mordida é tão inofensiva quanto seu latido.